ávida por sangue quente
-que sugo com tua saliva
além do desejo demente.
És vítima
querendo amores ardentes
-que roubas com fúria íntima
do meu corpo de ardores pungentes.
Querendo,
te mordo a nuca
te beijo o ventre
te sugo o sangue
te arranho as costas.
Doendo,
travando a luta
frente a frente
escorrendo o sangue
eu sei que gostas.
No ápice do amor selvagem
me dominas e me devoras
o meu prazer é uma miragem
que com teu gozo se evapora.
Lambendo teu corpo suado
deixando ferida em tuas costas
lambuzados de tanto pecado
deste amor eu sei que gostas.
Deidy Cunha
Set/98
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